Mostrando postagens com marcador azul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador azul. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tenho certeza que é assim...

"A vida pode ser mais leve.
Mais lúdica.
Se eu não brincasse, enlouqueceria.
Não posso nem sei ser essa imagem que tanta gente
congelou a respeito do que é ser adulto.
Passo longe desse freezer.
Quero o calor da vida.
Quero o sonho e a realidade melhor que ele puder gerar.
Quero alguma inocência que não seja maculada.
Quero descobrir coisas que não suspeito existirem e,
que para minha surpresa,
têm significado para o meu coração.
Adulta, quero caminhar de mãos dadas,
vida afora, com a criança que me habita:
curiosa, arteira, espontânea."

Ana Jácomo

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Das belezas da vida


... essa foto é de um amigo muito querido. Não sei por que, mas como disse pra ele, essa em especial, me chamou uma atenção enorme e me impressionou muito.
Ele sempre me mostra o lado de lá por um prisma que não consigo imaginar de cá.
Costumo dizer que ele tem no lugar dos olhos duas lentes capazes de focar as coisas mais bonitas e nas mãos, a possibilidade de registrar essa beleza e entregá-la de volta pro mundo, pra que a gente perceba o quanto é simples.
Desejo sempre que vejo o olhar dele em fotografias (e acho que ele sabe disso e se não souber, fique sabendo agora que é de coração), que não pare, nunca! Porque quando nos meu dias mais cinzentos, eu abro os olhos e vejo uma imagem dessa, vai embora qualquer tristeza e começo a colorir tudo outra vez...

Foto: Thomas Henrique de Lima (guardem esse nome. que ele ainda há de ser ouvido muito por aí)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dezembro

Amanheceu tudo muito dezembro.
A chuvinha na janela lembrando a neve que a gente não tem, o calor brando de verão, céu nublado, as ruas se enfeitando pro Natal...
E a gente vai percebendo lentamente (que é pra não assustar) que o tempo passou de novo e que mais um ano se foi.
Daí fazemos um balanço, listamos nossas conquistas, estabelecemos prioridades e necessidades para o ano que vem, lembramos dos sufocos e obstáculos, agradecemos as muitas alegrias que mesmo em meios conturbados, a vida nunca esquece de proporcionar...
Nos sentimos livres e prontos para mais um janeiro (e suportariamos até dois).
... aquela cara de recomeço, aquele cansaço renovado, o vazio das ruas, o silêncio, a sensação de que "tudo será melhor que ano passado", a previsível certeza de que "daqui pra frente farei tudo diferente", o doce descuido de se esquecer que em fevereiro as imprevisibilidades recomeçam...
Porque a vida é imprevisível... e fevereiro também não poderia deixar de ser.
Sabe, pra mim dezembro é bonito. Apesar de deixar pra trás a primavera, ele passa depressa em verão pra antecipar meu tão querido outono... 
Deve amanhecer assim por mais uns dias, até chegar Natal... porque Natal tem outro cheiro, outra cor, outro som. 
Mas aí é assunto pra outro post, outro tempo...

"Então fingirás - aplicadamente-, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam."
Caio F. Abreu


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um tempo...

“A gente não vê quando o vento se acaba” Guimarães Rosa

Ontem mãe ligou dizendo que meu pé de graviola deu fruta e já tinha até virado suco pro almoço de domingo. Ela estava com a voz tão cansada e me deu vontade de correr só pra dar um abraço nela e dizer de novo que era só a gente querer e esperar mais um pouco, que tudo ia melhorar...
embora a gente tenha passado parte da vida em momento de espera, pra mãe ainda é dificil entender que as coisas não melhoram de um dia pro outro...
me deu saudade. E convenhamos, por mais dolorida que a saudade seja, é bom que ela exista pra que a gente não esqueça que, seja lá pra onde nosso caminho nos levar, metade do que a gente é vai sempre estar guardado onde a gente cresceu e passou maior parte da vida.

Depois do telefonema e ainda com saudade, comecei a pensar várias coisas e uma delas foi a maneira como tenho vivido meus dias. E conclui que parece que desliguei o manual e comecei a viver no automático. Sem maiores emoções, e só com a “divertida” condição de achar que em silêncio e sozinha, alguma coisa vai se abrir e me salvar. Aí eu resolvi que nesses meus dias de saudade, silêncio e solidão, vou me afastar um pouco daqui pra tentar encontrar um caminho. E vou porque o trajeto pode ser cansativo e triste e esse cansaço refletido em palavras pode não ser boml Esse encontro pode levar um dia, dois, uma semana, um mês, um ano! E enquanto isso, vou recolhendo muitas lantejoulas e purpurinas pelo caminho, enquanto semeio a certeza que mãe ainda vai aprender também: “é só a gente querer e esperar mais um pouco, que tudo vai melhorar”...
eu sei que sim...


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Eu quero...



... brincar de esconde-esconde
E te dar minhas roupas
E te dizer
E te dizer que eu gosto dos seus sapatos
E sentar na escada
Enquanto você toma banho
E massagear sua nuca
E beijar seus pés
E segurar sua mão
E escrever suas cartas
E carregar suas caixas
E rir da sua paranóia
E falar sobre o dia
E falar sobre o dia
E te dar fitas que você não vai ouvir
E tirar fotos suas
Enquanto você dorme
E te querer de manhã
Mas deixá-lo dormir mais um pouco
E beijar suas costas
E acariciar sua pele
E te dizer o quanto amo
Seu cabelo, seus olhos, seus lábios, sua nuca, seu peito, sua bunda, seu...
E sentar na escada
Até o seu vizinho chegar
E sentar na escada
Até você chegar
E me preocupar quando você se atrasa
E me surpreender quando adianta
E te dar girassóis
E ir a sua festa
E dançar até não agüentar mais
E sentir muito quando estou errada
E ficar feliz quando você me perdoa
E olhar suas fotos
E desejar ter te conhecido desde sempre
Sempre
E ouvir sua voz no meu ouvido
E sentir sua pele na minha pele
E ficar assustada quando você está bravo
E seu olho ficou vermelho
E o outro olho ficou azul
E te querer quando te cheiro
E te ofender quando te toco
Te abraçar quando está ansioso
E te segurar quando dói
Choramingar quando estou do seu lado
Choramingar quando não
E babar no teu peito
Me derreter quando você sorri
E não entender
Porque você acha que estou te rejeitando
Quando eu não estou te rejeitando
E me perguntar como você pode achar
Que alguma vez te rejeitaria
E me perguntar quem você é
Mas te aceitar de qualquer maneira
Mas te aceitar de qualquer maneira
E te falar
Sobre o menino da floresta encantada
Do anjo que voou através do oceano
Porque ele te amava
E escreveu poemas pra você
E me perguntar porque você não acredita em mim
E ter um sentimento
E ter um sentimento
Tão profundo
Que não consiga encontrar palavras para ele
E querer comprar um gatinho para você
Do qual você teria ciúmes
Por receber mais atenção que eu
E te segurar na cama
Quando você tem que ir
E chorar
Chorar feito criança
Quando você for embora
E te pedir em casamento
E você fala não mais uma vez, mas continuar pedindo
Porque apesar de você achar
Que não estou falando sério
Eu sempre falei sério
Sempre
Desde a primeira vez que te perguntei
E vagar pela cidade
Achando vazia sem você
E querer o que você quer
O que você quer
Você
E achar que estou me perdendo
Mas saber que estou segura com você
E te contar o que eu tenho de pior
E tentar
E tentar te dar o melhor de mim
Por você não merecer nada menos
E achar que está tudo acabado
Mas segurar mais uns dez minutos
Antes de você me expulsar da sua vida
E pensar que tudo está acabado
E me esquecer de mim
E tentar ficar mais perto de você
Porque é maravilhoso te descobrir
E fazer amor com você
Às três da manhã
E de algum modo
E de algum modo
Expressar um pouco desse devastador
Imortal
Irresistível
Incondicional
Envolvente
Acalentador
Desconcertante
Ininterrupto
Insaciável
Amor que sinto por você
E isso tem que parar
Isso tem que parar
Parar
Isso tem que parar"

Texto original da peça CRAVE, de Sarah Kane 


Achei aqui: Das Delicadezas

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

...

"Ontem tomei um táxi e me distraí tanto olhando pela janela que no meio do caminho estendi a mão para o banco vazio do lado querendo pegar tua mão. Tô com saudade."

Caio F. Abreu


domingo, 31 de outubro de 2010

quase



"Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquele vento, daquele céu-azul – daquela não-dor, afinal."


Caio F. Abreu

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

.


"Há alguma coisa aqui que me dá medo. 
Quando eu descobrir o que me assusta, saberei também o que amo aqui..."
Clarice Lispector 


 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

...


"Estive pensando nesse mistério que faz com que a vida da gente se encante tanto por outra vida." 
Ana Jácomo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

ei!

e se você me ouvisse mais, se acreditasse mais em mim, talvez fosse mais fácil te fazer entender que é de verdade.
que é grande. que é bonito. que conforta...
a gente se perde muito no tempo, eu sei.
mas senta aqui do lado, vai passar um filme bonito na TV e tem um CD novinho pra gente dividir.
tem uma vontade enorme no meu coração... de dividir a vida com você.
mas se o tempo passar por mim, vai carregar, levar embora... sem te esperar.
e eu espero... que definitivamente, alguém defina o que fôr melhor pra acontecer.
porque hoje eu tô tão calma, tão zen e... tão sozinha!
que se você abrisse a porta, talvez eu nem conseguisse ouvir.
que se você batesse a porta, talvez eu nem me importasse em te ver sair...