Feito pra mim...

domingo, 22 de novembro de 2009

... esse texto não é meu.
É do blog Felicidade Clandestina. Mas assim que li, percebi que inconscientemente, foi escrito pra mim e é por isso que ele está aqui...
Um presente?! Sim! E talvez o sinal pros meus dias confusos...
E quem me conhece, vai entender porque gostei tanto assim deste texto...
e vai me dar razão e talvez até se espante também...
como uma pessoa pode escrever tanto da gente sem sequer nos conhecer?
Dúvida...e felicidade ao mesmo tempo. Senti até um frio na barriga quando terminei de ler... =)
obrigada moça Giovanna que escreveu este texto...


La Veine entre nous deux

Para te relembrar meu amor.
Faça e apareça
senão te invento por toda eternidade...


Ela era pequena. Ele tinha braços compridos.
Ele era abstração. Ela lia Nietzsche.
Ela tinha cabelos longos. Ele, mãos firmes.
Ela era frágil. Ele, cauteloso.
Ela era impulsiva. Ele, o impulso.
Ela parava no tempo. Ele era contemplativo.
Ela gostava da grama. Ele sentava-se ali.
Ela dizia o "não" e o porquê. Ele dizia: por que não?
Ela queria vencer a correnteza. Ele a puxava pelo braço.
Ela queria ver o mar. Ele a levou ao outro lado dele.
Ela via a poesia no muro sujo. Ele fazia a poesia dela.
Ela se perguntava sobre a morte. Ele lhe soprava o vento quente de dias de verão.
Ela quis verdade. Ele a beijou com olhos abertos.
Ela tentou um golpe. Ele segurou sua cintura..
Ela era melancolia. Ele era bossa nova.
Ela fez uma pergunta. Ele lhe escreveu seu nome no céu.
Ela procurou as palavras certas. Ele a tocou da maneira certa.
Ela pensava em trabalho. Ele imaginava uma casa no campo.
Ela explicou horas a fio. Ele cantou só uma canção.
Ela era o piano desafinado. Ele era o Tom.
Ela era feita de ar.
Ele também.
Ela era e queria pouco.
Ele era e queria pouco.
Mas eles tinham, um ao outro.
E com isso, tinham muito.
Ela era feita de fogo.
Ele também.
Havia amor. Há amor.
E isso basta a eles...

Tristeza é a palavra...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

... não sei o que dizer a ela quando dói.
Mas sei o quanto dói... sinto essas dores de vez enquando.
As vezes penso até que as dores dela são mais doídas que as minhas, mas aí compreendo que dói do mesmo jeito!
Só que os motivos se dividem em metade igual e metade diferente...
Aí hoje acordei feliz e ela triste...
Não sinto culpa por estar feliz, mas sinto tristeza por vê-la triste...
e penso que minha alegria pode acabar a qualquer momento e por isso sorri tanto ontem: para aproveitá-la!
E sei que essas coisas de alegria e tristeza não deveriam depender de ninguém e sim de nós mesmos...
cabe a nós a responsabilidade da própria alegria e da única tristeza...
mas existem pessoas que parecem surgir para levar tudo da gente!
até nossa capacidade de sentir...
levam tudo pra elas, nos deixando só incertezas e esperas...
e as vezes elas nem sabem que levam tanto!
e nem muito menos imaginam, que fazem tanta falta...
nem pensam que tem em mãos nossas alegrias e tristezas, nossos sorrisos e lágrimas, nossas dores e nossos desejos...
Sei que é errado dar tanta responsabilidade assim a pessoas.
Mas não acontece por querer... quando a gente vê, já foi!
E acho até que isso é normal... ou ao menos comum.
Sei que o amor dela é grande e redescobri ontem que mesmo sendo estranho, o meu também é.
Amores grandes e verdadeiros... e só isso devia valer?
Bem que podia... só ter amor grande pra trazer quem se ama pra bem perto...
Mas a vida é feita de dores também.
Dores que doem tanto! Até a gente dizer que não pode mais suportar...
e perceber, enfim que pode suportar sim... quantas dores mais quiserem vir...
porque no fundo, melhor amar e deixar doer, do que não amar e deixar o coração virar pedra de gelo...
Precisa doer para chorar, precisa chorar para sentir alívio, precisa aliviar para sorrir depois...
Continuo sem saber o que dizer a ela quando dói.
A única coisa que resta é tempo!
E ele sabe o que fazer... sim. Ele sabe.


[escrito para uma grande amiga...
que dividiu comigo a minha alegria de ontem...
e que acordou triste hoje, me deixando sem saber o que dizer ou fazer...
então, resolvi escrever... e aproveitar para agradecer a ela por tudo!
por confiar e fazer dos meus dias mais leves...
Terapia de Grupo!!!]

Ela

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


... porque ela era assim.
cheia de sonhos impossíveis...
E sentia as vezes vontade de sumir!
Mas na maior parte do tempo, queria sempre ficar... não se sabe onde nem porque, mas as vezes ela pensava em ficar...
Dizem que ela nasceu pra ser do mundo...
Mas ela ainda sonha com a casa lilás, as flores no jardim, a rede na varanda, as crianças no  quintal, o sofá vermelho, os quadros na parede, o violino nas tardes de domingo, a lua iluminando as noites, alguém do lado pra dividir as coisas simples...
Mas não qualquer alguém... 
O alguém dela é diferente...
precisa confiar nas cores que ela escolher e gostar do sol das manhãs de inverno...
precisa ter doçura nas palavras, alegria nos sorrisos, verdade nos olhos a todo tempo...
precisa gostar de flores, pra lhe trazer uma todos os dias até a primavera chegar e o jardim florescer...
precisa acreditar nela e ver beleza nas coisas simples, assim como ela aprendeu a ver.
Ela não quer alguém de sonhos grandes nem alguém que se perca no tempo...
quer alguém que sonhe o impossível, assim como ela e que acredite tanto! Ao ponto de ajudar a construir...
ela hoje acordou pensando.
Pensou e pensou tanto, que as vezes parecia que ia chorar, com tanta dor que estava sentindo.
Dor... no peito, na cabeça, no coração.
De onde vinha a dor?
Ah... isso não soube dizer...
ou vai ver até sabia, mas achou melhor esconder.
Esconder do mundo e só...
Tem coisas na vida, que é melhor esquecer...

Elas? Duas...

domingo, 15 de novembro de 2009


[porque só quem entende sabe o que tudo quer dizer...
e ela entende tão bem, que juntas resolvemos escrever...]


e elas nem se conheciam...
mas meio que se entendiam.
...de um lado um cotovelo doía.
do outro, era o coração que sofria.
uma vivia um amor que morria.
outra, vivia um amor desses que a ilusão cria.
"uma pena, se me permite dizer...
vc tem tanto amor"
e assim as duas viviam de tempo.
porque quando o amanhã chega, ele já é hoje!
aí parece que amanhã nunca mais vai chegar.
e do outro lado eles nem entendem!
e será que se preocupam?
Às vezes me pergunto se pensam. Seria demais esperar um pouco de cor quando o Cinza predomina em suas paletas de cor? O amarelo do sol e o colorido das flores parecem muito distantes para aquEles que na selva de pedra insistem em morar.


Antes fossem só cores!! Ainda há este tempo que insiste em não passar. O passado vai longe, o presente de hoje está passando e o futuro, segundo previsões, não vai chegar.  Estranho, mas mesmo assim tem menina que insiste em esperar.


Difícil não conseguir responder o que dói mais: A morte de um amor bonito ou o desaparecimento da ilusão de bonito amor.  Pensando mal, já que pensando bem não estou, pois quem realmente bem pensa não sofre de amor, creio que tanto faz. Em ambos os Dois casos, redundâncias à parte, seja pelo meio que for, uma Bonita e triste verdade se faz valer no momento em que, apesar da distância, Duas meninas Bonitas sorriem tristes e pensam “Uma pena...você tem tanto amor”. 


Talvez sejam só desencontros... ou quem sabe seja Tristeza mesmo.
Ou tempo... tempo, tempo, tempo...






Presente

sábado, 14 de novembro de 2009





Me lembro do Tom sempre que ouço essa música.
Tanto com Cartola e agora também com Marisa...

Acho que Tom deve gostar dela e  eu nem devo saber...
ou saiba, sem querer...
...então, dedico a ele... a música e a alegria do dia de hoje.
pra que ele sorria também como sorri, mesmo que eu não possa ver...

...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


- De repente não tinha mais nada.
- E isso é bom ou ruim?
- Não sei... mas queria descobrir.
- Quer falar sobre o que está sentindo?
- Não, não precisa... 
- Tem certeza?
- Ah... sinto um vazio e só. Mas pode ser fome. Hoje ainda não comi.
- E por que não comeu?
- Não sei. Sei que não consegui, tô sem fome, talvez.
- Tenho notado você meio triste...
- Não... as coisas estão só meio sem sal... nem sal nem açúcar... meios termos.
- E você que sempre dizia não gostar de meios termos...
- É... mas descobri que eles são necessários. É preciso manter um equilibrio!
- Você e suas teorias... e o vazio? Preenchendo?
- Não sei... parece que não. Tá tão estranho!
- Me lembrei do balão...
- O que tem o balão?
- Aquele, que crescia dentro de você.
- Ah sim! Murchou... até as flores, tão cheias de beleza murcham um dia. O balão também tinha que murchar...
- É uma pena. 
- O quê?
- Ver você triste.
- Não sinta pena... 
- O que queres que eu sinta então, além de pena e também tristeza em ver você triste?
- Faça como eu... não sinta! Apenas deixe esvaziar


quinta-feira, 12 de novembro de 2009


 
 
"... Astronauta diz pra mim cadê você?
Bailarina não consegue mais viver..."
Tiê