quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

. leve .

nunca fui muito boa com medidas. 
tamanho, peso, quantidade, sempre me saltaram demais ao coração, sem que a vida tivesse ao menos certezas.
sempre foi assim também com as perdas. nunca fui de quantificar: sempre ergui tijolinhos no dia seguinte ao vendaval e me protegi na "muretinha" que, conforme o tempo foi passando, cresceu e ficou mais forte.
talvez seja assim mesmo: quanto mais a gente cresce, mais se defende do sofrimento porque mais tem dimensão do quanto dói a dor. 
algumas feridas viram cicatriz sim, mas eu concordo também com Cecília (a Meireles) quando escreveu que

"há uma saudade sábia
que deixa as coisas passarem
como se não passassem"

há sofrimentos sábios também. perdas sábias. feridas sábias... 
e todas as coisas sabidas, passam e a gente às vezes nem vê: quando pisca, já era. 
não sei como que é isso tudo, nem onde vai parar.
só sei que tem dias que a gente só precisa que a vida seja como um vento.
e, ainda assim, ela insiste em "tempestuar"... 




2 comentários:

Laísa disse...

"pluma leve e desmedida.
a dançar embalada com o vento..
sem pressa de tocar o chão."

suas palavras soaram bonito aqui.
voltarei.
beijo cacheado. :*

Mell Renault disse...

Debora, seus textos me encantaram, todos!! Estou apaixonada por cada palavra sua... Queria um contato mais profundo contigo. Um beijo meu! Mell Renault