quinta-feira, 7 de julho de 2011

Das janelas abertas...

... ele contou que era amor e que quando é a gente sabe, mesmo que a pessoa vá embora.
aí ela lhe disse que sabia faz tempo, desde o primeiro dia que o viu, sentado no jardim das memórias dela.
e mesmo que nunca mais fossem dançar a mesma música nem escrever a mesma história nem rabiscar desenhos nas mesmas linhas, eles sabiam das coisas que existiram e que deixariam apenas saudade...
- saudade é dor que a gente não cura com aspirina nem novalgina nem outro genérico qualquer - ela disse.
- enquanto o tempo passa a gente esquece - ele disse.
e mesmo que o amor dele não fosse dela e que o dela não fosse mais dele como fora um dia, saudade é dor que só se cura com a presença, um chocolate ou um abraço apertado... que seja um qualquer.

2 comentários:

Marcos Oliveira disse...

texto de uma ternura impar. Seus contos/cronicas/poemas passeiam nesse caminho entre a ternura e um certo desespero no coração e é por isso que eu leio hihihi.

Minha Àgora disse...

Lindo texto. Muito gostoso de ler. Ele trouxe um bonito sentimento, e até um saudade imensa e algo ou alguém. Muito bom! (: