segunda-feira, 25 de abril de 2011

Quatro dias que valem a vida toda....

é bem verdade, por mais que ela me doa, que ando perdendo um pouco a habilidade com as palavras. Não sei se é porque tenho tentado exercitar a arte de vivê-las ao invés de apenas escrevê-las ou se perdi o jeito mesmo por talvez uma pequena falta de prática.
Faz bem pouco tempo, uma pessoa me disse que muitas vezes pareço me esconder nas coisas que escrevo. Não sei bem explicar mas é como se escrever fosse mais fácil que viver e nessas condições, acho que minha vida foi se tornando meio contraditória e sem cor...
Chegando onde quero chegar com esse post (não sei se da maneira como ele merece ser), no último fim de semana, aproveitei o feriado para conhecer São José do Jacuri, uma cidadezinha típica de interior, com uma rua principal e outras poucas distribuidas ao longo dela. O frio a noite, o sorriso no rosto das pessoas sempre acompanhado de um bom dia, um boa tarde ou qualquer outro cumprimento, me possibilitaram fazer daquele lugar um pouco meu, já que há tempos, não era tão bem recebida nem tão feliz como fui nesses quatro dias.
Da varanda da casa azul, as montanhas bem na minha frente, um silêncio, o ar puro, um vento leve, eu vi como é fácil viver.
Percebi, e só hoje posso dizer com propriedade, que a minha felicidade é estranha, silenciosa, quieta e quase solitária. Mas existe sempre comigo, manifestando-se apenas quando acha que deve, pra não se criar indefesa, aparecendo um pouco (e principalmente) nas simplicidades raras nos dias de hoje.
E eu podia ficar aqui, dizendo milhares de maravilhas e tentando explicar todas se eu não tivesse compreendido que algumas vezes, a gente não precisa muito mais que sentir a delicadeza presa nos momentos e guardá-los nos arquivos da memória como se fossem nosso maior tesouro! Porque realmente são...
E mesmo que a gente não consiga ser feliz o tempo todo (porque ninguém consegue), é sempre bom saber que se tem um cantinho onde o tempo passa mais devagar, as estrelas ficam quase ao alcance das mãos e a simplicidade existe, com todas as suas suavidades e prazeres. Todo mundo precisa de um refúgio... e nesses quatro últimos dias, eu conheci o meu.
 

4 comentários:

Liv Milla disse...

Como você tem coragem de dizer que não ficou bom? Ficou lindo!!!

"...a minha felicidade é estranha, silenciosa, quieta e quase solitária. Mas existe sempre comigo, manifestando-se apenas quando acha que deve, pra não se criar indefesa, aparecendo um pouco (e principalmente) nas simplicidades raras nos dias de hoje."

Perfeito, Debora!!! Perfeito!

Túlio Cheab disse...

Você escreve de uma forma tão leve. Tinha até esquecido de comentar o quanto sua escrita parece com o seu semblante, a sua maneira de falar ou a doçura com que vc trata as pessoas (eu pelo menos). Transformar sentimentos em palavras nunca foi algo fácil, e vc consegue passar de forma singela, com ótimas palavras aquilo que passa dentro de você. Gostei!

Paulo disse...

Finalmente a "Srta. Deborilda" conheceu a GRANDE, pequena São José do Jacuri, ou simplemente, JACURI City para os íntimos! Rsrs...

É, mas agora você terá um "problema" para o resto da sua vida... Diz a lenda: "Quem bebe da água de JACURI, recebe um feitiço... O amor incondicional por NOSSA cidadezinha".

"Nós" (eu de coração e herança genética) Jacuriense, não medimos esforços para acolher, hospedar e agradar aos nossos visitantes!

Ler estas belas e carinhosas palavras só me faz te adimirar ainda mais, mesmo não te conhecendo pessoalmente!!!

Seja bem vinda a "Comunidade Jacuriense", mesmo sabendo que já fazia parte dela a algum tempo!!!

Que Deus continue abençoando-a com o dom da "escrita sensível" e este jeito único de ver, sentir e viver a vida!!!

PARABÉNS!

Patricia Danielly disse...

Oi bem como como disse o Paulo eu uma jacuriense ( de coração e herança genética) fiquei emocionada por ler estas palavras tao lindas que descreve um lugar simples e maravilhoso e tao simplesmente inesqueivel com suas figuras unicas, que quem vai uma vez sempre quer voltar obrigada pelas palavras e parabens pelo dom de escrever tao suave que emociona...