sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lá.

Ela devia ter segurado a mão dele com toda força, enquanto ainda havia tempo.
Na verdade, tempo ainda há... ainda se tem uma vida inteira.
Mas às vezes, parece que o tempo venceu e parou, que nem relógio estragado, que o ponteiro não sai mais do lugar.
Em compensação, força ela ainda tem aos montes.
Que de vez enquando dorme, escapole, foge...
Aí quando é assim, quem precisa fugir é ela...
Da bagunça, da cobrança, do caos, do desespero, da agonia, do amontoado de vida e de pessoas.
Só pra repousar num cantinho qualquer, onde a vida é tão tranquila quanto um dia era.
Onde a vida é desastre e calmaria, onde tem colo pra guardar o coração.
Lá, tempo ruim é chuva e trovoadas. E só.
Tem espaço pra muita cor, pra renascer, pra pensar, pra esquecer e lembrar...
Onde tudo parece se reafirmar com a total força do universo inteiro!
Onde ainda dá pra sonhar os sonhos mais absurdos... onde ainda há espaço pros sonhos dela.

3 comentários:

Natália Oliveira disse...

as vezes eu num sei se gosto muito de entender seus textos, chega a me dar um aperto de leve no coração. as vezes voltar pra casa e voltar pra algo dentro de vc. Meio que o aconchego, sempre faz pequena.

B. disse...

Lá é tão longe que nem sei...chega dá dó de que sí perder por lá. Só sei que espero o lá dar uma ré e voltar pra cá.

ana sandim disse...

*_* não sei o que comentar. =/